Daniela Careta Moscardini; danielamoscardini08@gmail.com
Fernanda C.N. Oliveira; fernandacnaves@gmail.com
Rosilene F. R. Messias; rosilenerocioli@gmail.com
Eixo 2: Práticas pedagógicas na escola da infância
Modalidade: Relato de Prática – Vídeo-Pôster
RESUMO
A proposta em tela relata a inquietude existente sobre as experiências plásticas que se
oferecem as crianças pequenas nas creches de forma pouco reflexiva e, em tempos de
pandemia essa proposta tornou-se escassa. Surge assim, o desafio de repensar
práticas da linguagem plástica como um elemento de composição do universo infantil
com um papel fundamental e complexo, devendo ser oferecido no cotidiano
escolar/creche sendo o professor um mediador entre a criança e o saber, criando um
clima adequado em um espaço e com contextos que permitam às crianças: criar,
explorar, experimentar, transformar, relacionar, inventar, ter novas ideias, ou seja, um
professor capaz, que possibilite e transforme o ordinário em extraordinário. Observou
se que devido as dificuldades de cada família em terem em casa materiais escolares
adequados para desenharem e que as aulas estão sendo realizadas de forma remota,
esta proposta deixou por muitas vezes de ser viável e, no que tange ao educador/
professor limitar-se nos materiais escolares tendo pouca habilidade de criar
possibilidades favorecendo que as crianças façam as suas produções com materiais
alternativos. Buscou-se desvelar o objetivo primeiro descrito estudando o tema por meio
da pesquisa bibliográfica quali-quantitativa com as leituras reflexivas das obras de
Rhoda Kellogg (1986) de Malaguzzi (1999) que segundo este último, a criança ao
desenhar sente um prazer e desenvolve-se no processo do grafismo e nas organizações
das funções executivas superiores. A pesquisa se centra na natureza da arte infantil e
nas características das estruturas lineares, em especial, nos rabiscos e nos desenhos
em concordância com Malaguzzi (1999 ) sabendo-se que com a oportunidade de
desenhar as crianças pequenas representam a sua compreensão de mundo e
conquista. Ressalta-se também que foram confrontados os dados obtidos por meio das
avaliações dos desenhos realizados no início e ao final de 2019 e 2020 com as crianças
de três creches de uma cidade do interior paulista atingindo um total 308 crianças
pequenas sendo 14 salas de aula com a média de 22 crianças em cada uma, revelando
a evidencia que as crianças que obtiveram em 2019 mais oportunidades de desenhar
de forma livre e/ou dirigida desenvolveram-se mais nas etapas do desenvolvimento do
desenho infantil do que o mesmo número de crianças com a mesma idade em 2020.
Conclui-se em promover uma mudança que se traduza em modificar nossas práticas,
requer-se uma construção coletiva de um marco de referência e pensamento coletivo,
por meio de um trabalho contínuo e reflexivo, propondo atividades variadas com o
objetivo de observar, desenhar, criar e explorar.
Palavras-chave: Desenho infantil, Experiências plásticas, Observação ativa.
II CPPEI: A educação como (re)existência
NEI – Paulistinha / Unifesp / setembro de 2021
ARTEIROS: O QUE SE ENTENDE POR FAZER DESENHO NA ESCOLA DA PRIMEIRA INFÂNCIA




