Daniela Careta Moscardini; danielamoscardini08@gmail.com
Fernanda C.N. Oliveira; fernandacnaves@gmai.com
Rosilene F. R. Messias; rosilenerocioli@gmail.com
Eixo: 2 Práticas pedagógicas na escola da infância Modalidade: Relato de Pesquisa / Prática – Pôster
RESUMO Esta pesquisa, em construção, nasce da necessidade de um grupo de professoras de creche de uma cidade do interior paulista, que relatam a experiência da observação da dificuldade de obter atividades variadas a serem oferecidas de forma remota para os seus alunos bebês, devido a pandemia de Covid-19, acerca de um ano e meio; pensando que a família não teria materiais pedagógicos disponíveis e tão pouco materiais escolares adequados à disposição para trabalharem com seus filhos/bebês de 4 meses a 1ano, e que ainda, são leigos no que tange aos processos de intervenção para o desenvolvimento dos seus filhos. Sendo assim, passou-se a refletir qual seria a melhor maneira de propor atividades via WhatsApp que pudesse contribuir com as crianças sem sacrificar seus pais.
Surge, a busca de aprofundamentos em referências teóricas e práticas na bibliografias especializadas em bebês, como Pikler (1985 e 1969), Fochi (2018) e Falk (2004 e 2011) que visassem tanto o cuidar quanto o ensinar de forma concomitante com o respeito ao ritmo do desenvolvimento da criança e, em parceria com a família, que deveria relatar aos professores, por meio de mensagens de voz, como estava ocorrendo as orientações aos filhos e se estas estavam sendo coerentes e significativas cabendo aos professores fazer os registros reflexivos e o aprofundamento da teoria que era transpostas na prática pelo docente na elaboração das atividades enviadas. Ressalta-se a utilização da pesquisa bibliográfica e análise quali-quantitativa dos relatos dos pais. Por meio da análise dos dados obtidos com as mensagens dos pais, observou-se que se fez necessário despertar o encantamento dos mesmos, frente as atividades propostas, mostrando-lhes a importância de tais atividades e como estas seriam feitas, valendo-se dos objetos e utensílios domésticos que poderiam favorecer o desenvolvimento pleno das crianças. Os pais que aderiram a proposta passaram a utilizá-la e, dessa forma, constatou-se que as crianças preferiam brincar com vasilhas de plásticos (de formas e tamanhos variados), colheres, copos plásticos, caixas, pacotes, embalagens, sapatos, etc. E que as possibilidades com estes materiais são infinitas e se bem combinadas, podem auxiliar no desenvolvimento dos bebês promovendo desafios significativos para eles. As primeiras conclusões que se chegou com esta pesquisa, em andamento, é que em especial em tempos de atividades remotas a parceria entre pais e creche é fundamental para dar continuidade aos processos de desenvolvimento das crianças. Conclui-se também que é preciso considerar o ritmo de cada bebê e sua família, que as construções dos vínculos são essenciais, que o corpo do bebê é fonte de aprendizagem para ele próprio e que brincar com materiais significativos faz toda a diferença para o seu desenvolvimento. Palavras-chave: parceria familiar; bebês; trabalho remoto.
II CPPEI: A educação como (re)existência NEI – Paulistinha / Unifesp / setembro de 2021




